Você é livre, completamente livre. Mas é meu. É meu porque quer ser meu, não porque eu o possuo.
Devagarzinho II
26.4.10
E quando a gente se encontra? Meus olhos buscam pelos teus, perdidos nessa imensidão azul, sem sequer encontrar um pigmento que pareça com a cor dos teus. Meu riso busca pelo teu, perdido nessa imensidão arenosa, sem sequer encontrar um resquicio do teu na orla da praia. Meu corpo busca pelo teu, perdido nessa imensidão anil, nadando, nadando e nadando sem sequer encontrar uma partícula do teu calor.
E quando a gente se encontra? Meus olhos estão perdidos, desesperados pelo momento em que encontrarão os teus e, devagarzinho, irão se descobrir. E quando a gente se encontra? Meu riso está perdido, desesperado pelo momento em que encontrará o teu e, devagarzinho, explodirão em unisono em uma gargalhada. E quando a gente se encontra? Meu corpo está perdido, desesperado pelo momento em que encontrará o teu e, devagarzinho, os tornará um só.
E quando a gente se encontra, meu Amor? E você responde que o tempo vai passando assim, devagarzinho, até o dia em que a gente se encontra.
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Devagarzinho I
E esse vazio todo que preenche a gente? Chega assim, devagarzinho, como quem não quer nada se aloja no peito e não tem Cristo que tire.
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25.4.10
Possuia um mundo inteiro desenhado em suas palpebras. Sabia que, quando fechava os olhos, não era sonho, mas sim o mundo em que tinha decidido viver.
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I'm afraid.
23.4.10
Essas borboletas que habitam meu interior insistem em bater as asas violentamente fazendo-me flutuar em meio à tempestade. Não é algo que me faça sentir bem; elas podem parar a qualquer momento.
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Sumido
17.4.10
- Você anda sumido.
- É, ando sumido.
- Por onde você anda?
- Por aí.
- Mm... E está fazendo o quê?
- Ah, você sabe... Coisas.
- Não, não sei. De que tipo?
- Por que você insiste?
- No quê?
- Nisso de tentar me fazer falar... Bem, você sabe.
- Porque eu quero você. Droga!
- Eu também a quero.
- Então por que inferno sempre me diz não?
- É você, mas ainda não é momento.
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Quinta-feira, 08 de abril de 2010; 10:47.
Solidão formada pelo não ser, não estar. Não ter. É isto que me faz só. Só, porém, repleta de mim mesma, tomada de vida.
Você já não mais é um buraco, mas tão parte de mim que tornou-se eu.
Plenitude.
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See the blood, enjoy the death.
A alma indomável fora bruscamente silenciada. Por tempo indeterminado.
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Segunda, 05 de abril de 2010; 17:05.
Preciso aperfeiçoar-me na arte do desapego.
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Domingo, 04 de abril de 2010; 07:53.
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Sexta-feira, 02 de abril de 2010; 17:36.
Baby, I feel fine.
She's in love with me and I feel fine.
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Quinta-feira, 01 de abril de 2010; 21:32.
E eu girei, girei, girei e girei. Olhando as nuvens cobertas pelos tons do crepúsculos e os passáros retirando-se do céu. Sorrindo. Mudança drástica de humor. Tontura. Culpa. Ânsia. Vômito.
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Terça-feira, 30 de março de 2010;
Eu sempre tive esse brilho guardado dentro de mim, mas por algum motivo que desconheço, ela manifesta-se somente perante ao seu toque. E ah, eis que ontem você me tocou inteira. E eu brilhei. Brilhei como nunca. Era felicidade irradiando por todos os lados, era amor escapando por cada fresta. Era amor entrando, preenchendo, completando. Era certeza. Era eternidade.
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Quarta-feira, 24 de março de 2010; 22:12.
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Terça-feira, 23 de março de 2010; 00:45.
Tenho ódio por todo o controle que tens sobre mim. Tenho amor por todo o amor que tens sobre mim.
Tenho desejo, tenho paixão. Tenho fogo. Tenho um fogo por tuas carnes que só me será saciado em meses... Meses descobrindo cada canto de teu corpo com a ponta de minha língua e proporcionando-lhe os mesmos desejos. Meses completos saciando meus dois anos de loucura subvertida em vontade.
Minha imaginação não é mais suficiente. Minhas mãos já não são mais suficientes. Preciso que tu preenchas essa insanidade contida em mim de todas as formas possiveis. Todas. E para esta insanidade só há um nome -e um único remédio: amor.
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Sexta-feira, 19 de março de 2010; 19:29.
Hoje eu deixei um pedaço de mim para trás. Você partiu.
Não era essa sua grande curiosidade -saber como me torturava? Pois então, é assim: arrancando pedaços de mim toda vez que se vai, que se esvai, que escorre por entre meus dedos, que deixa-me agarrando as lufadas de ar com tanta força que minhas mãos sangram.
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Quarta-feira, 17 de março de 2010; 20:23.
Estou ébria. Suas palavras me embebedam, garota. Me embebedam de vida, de amor, de loucura, de vontade.
Se não me fosse tão falsa essa sua liberdade, diria que poderiamos nos tornar uma. Um só corpo. Minhas carnes entre suas carnes e suas carnes entre as minhas carnes, até o momento em que estivessemos tão chapadas do corpo uma da outra que não soubessemos mais qual é qual. Mas você não me atrai.
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Quarta-feira, 17 de março de 2010; 19:50.
Você desafinou -várias vezes, por sinal-, mas eu não me importei. Sua voz ecoava em meus ouvidos enquanto você estava em minha frente, visivelmente tímido em frente a tantas pessoas, mas eu sorria. Para mim, eramos somente eu e você. Nós. Sem platéia, sem banda. Eu, você e o som da sua voz.
A magia acabou. Foi-se do mesmo modo que veio: minha imaginação. Interceptada por ela. Seus lábios tocaram os dela, apesar de eu saber a verdade, ainda deixa-me inquieta vê-lo tocando-a.
Open your fucking eyes and look around you. I'm right here.
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Terça-feira, 16 de março de 2010; 21:06.
Estou tomada por uma cortina de palavras e rostos que difundem-se em um único vulto. Tudo remete-me a você.
As coisas estão girando ao eu redor, as vozes estão ficando cada vez mais altas. Todos gritam a mesma coisa, repetidamente. Todos gritam o seu maldito nome, repetidamente. Todos gritam o quão estúpida eu fui. E gritam, gritam, gritam. Isso nunca irá acabar.
Oh, fuck. Eu não deveria ter tomado aquelas pílulas.
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